As autoridades de saúde da Índia estão em estado de alerta após a confirmação de um surto do vírus Nipah, microrganismo raro, altamente letal e que preocupa especialistas por seu potencial de transmissão e gravidade dos sintomas. Medidas de vigilância epidemiológica, rastreamento de contatos e isolamento de casos suspeitos foram intensificadas para conter a disseminação da doença.
O vírus Nipah é uma zoonose — ou seja, uma doença transmitida de animais para humanos — identificada pela primeira vez em 1999. O principal reservatório natural do vírus são morcegos frugívoros, especialmente do gênero Pteropus. A transmissão para humanos pode ocorrer por contato direto com animais infectados, consumo de alimentos contaminados ou, em alguns casos, de pessoa para pessoa.
Riscos e sintomas
A infecção pelo vírus Nipah pode causar desde sintomas leves até quadros graves e fatais. Entre os principais sinais estão:
- Febre alta;
- Dor de cabeça intensa;
- Náuseas e vômitos;
- Dificuldade respiratória;
- Alterações neurológicas, como confusão mental, convulsões e encefalite.
A taxa de letalidade do vírus é considerada elevada, podendo variar entre 40% e 75%, de acordo com surtos anteriores, o que torna a doença uma das mais perigosas monitoradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Não há vacina ou tratamento específico
Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O atendimento médico é baseado em cuidados de suporte intensivo, visando aliviar os sintomas e manter as funções vitais do paciente. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir o risco de mortes.
Medidas de prevenção
As autoridades de saúde recomendam:
- Evitar contato com morcegos e animais doentes;
- Não consumir frutas parcialmente comidas ou expostas;
- Reforçar a higiene das mãos;
- Isolar imediatamente casos suspeitos;
- Utilizar equipamentos de proteção em ambientes hospitalares.
O surto reacende o alerta global para doenças emergentes e reforça a importância da vigilância sanitária, da cooperação internacional e do investimento contínuo em pesquisa científica para prevenção de novas epidemias.
