A pergunta publicada por Janones despertou a curiosidade dos internautas, que passaram a relacionar o nome de Mariana à antiga investigação sobre as chamadas “rachadinhas”, suspeita de recolhimento de parte dos salários de assessores parlamentares. O deputado, porém, não confirmou que se referia à ex-assessora nem apresentou detalhes que esclareçam a publicação.
Quem é Mariana Mota?
Mariana ocupou a chefia de gabinete de Flávio Bolsonaro durante o período em que ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. O nome dela apareceu em apurações do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre possíveis repasses de salários de funcionários do gabinete.
Segundo informações divulgadas em reportagens baseadas em documentos da investigação, o Ministério Público identificou 15 transferências bancárias que somavam R$ 39,4 mil, feitas por um ex-assessor a Mariana entre janeiro de 2007 e março de 2008. Os investigadores também analisaram outras movimentações financeiras e pagamentos relacionados a despesas de uma quitinete utilizada por Léo Índio, primo de Flávio.
As informações fizeram parte das suspeitas investigadas na época e não devem ser confundidas com uma condenação judicial.
O que aconteceu com o caso das rachadinhas?
A investigação contra Flávio Bolsonaro foi comprometida por decisões judiciais que anularam provas e atos do processo. Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou decisões tomadas durante a apuração. No mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou relatórios financeiros que haviam servido de base para a investigação.
O caso acabou arquivado sem julgamento do mérito das acusações. Flávio Bolsonaro sempre negou irregularidades.
Até o momento, a associação entre a publicação de Janones e Mariana Mota permanece sem confirmação. A repercussão ocorre na reta final da campanha presidencial de 2026, a poucos dias do segundo turno, marcado para domingo (25).
