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Entenda o plano Punhal Verde e Amarelo que previa matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes

por Redação
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O Plano Punhal Verde e Amarelo foi um documento identificado pela Polícia Federal (PF) durante a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Segundo a investigação, o plano previa assassinar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O que o plano previa?

1. Assassinar Lula

De acordo com a PF, o documento descrevia uma estratégia para matar Lula por envenenamento, com o objetivo de impedir a consolidação do governo eleito.

Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) on X

2. Matar Geraldo Alckmin

O vice-presidente eleito também aparecia entre os alvos. A investigação apontou que o plano previa sua morte por envenenamento.

Rede social X é suspensa no Brasil por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF - Brasil

3. Neutralizar Alexandre de Moraes

O ministro do STF seria sequestrado ou assassinado. Entre as possibilidades descritas estavam o uso de explosivos e o envenenamento em evento público.

Quem elaborou o plano?

A PF atribuiu a elaboração do documento ao general da reserva Mário Fernandes, que ocupava o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.

O arquivo foi identificado em material apreendido pelos investigadores. Segundo a PF, o documento foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 e novamente em dezembro daquele ano.

Em julho de 2025, durante depoimento ao STF, Mário Fernandes admitiu ter elaborado o documento, mas afirmou que se tratava de uma análise pessoal digitalizada, negando tê-la compartilhado com outras pessoas.

Qual era a relação com a tentativa de golpe?

Segundo a investigação, o plano fazia parte de uma articulação mais ampla para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022.

A PF apontou a participação de militares, incluindo integrantes das Forças Especiais do Exército conhecidos como kids pretos. O planejamento também previa a criação de um gabinete de gerenciamento de crise para lidar com as consequências das ações.

A Procuradoria-Geral da República sustentou, em denúncia apresentada ao STF em fevereiro de 2025, que Bolsonaro tinha conhecimento do plano e concordou com ele. Essa conclusão integrou a acusação apresentada pela PGR, enquanto as responsabilidades individuais deveriam ser avaliadas no processo judicial.

Em resumo: o Punhal Verde e Amarelo não era apenas um plano para contestar o resultado das eleições. Conforme a investigação da Polícia Federal, era um planejamento clandestino que previa a morte de autoridades eleitas e de um ministro do Supremo, em meio à articulação para impedir a transição de poder no Brasil.

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