O que o plano previa?
De acordo com a PF, o documento descrevia uma estratégia para matar Lula por envenenamento, com o objetivo de impedir a consolidação do governo eleito.
O vice-presidente eleito também aparecia entre os alvos. A investigação apontou que o plano previa sua morte por envenenamento.
O ministro do STF seria sequestrado ou assassinado. Entre as possibilidades descritas estavam o uso de explosivos e o envenenamento em evento público.
Quem elaborou o plano?
A PF atribuiu a elaboração do documento ao general da reserva Mário Fernandes, que ocupava o cargo de secretário-executivo da Secretaria-Geral da Presidência durante o governo Bolsonaro.
O arquivo foi identificado em material apreendido pelos investigadores. Segundo a PF, o documento foi impresso no Palácio do Planalto em novembro de 2022 e novamente em dezembro daquele ano.
Em julho de 2025, durante depoimento ao STF, Mário Fernandes admitiu ter elaborado o documento, mas afirmou que se tratava de uma análise pessoal digitalizada, negando tê-la compartilhado com outras pessoas.
Qual era a relação com a tentativa de golpe?
Segundo a investigação, o plano fazia parte de uma articulação mais ampla para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral de 2022.
A PF apontou a participação de militares, incluindo integrantes das Forças Especiais do Exército conhecidos como kids pretos. O planejamento também previa a criação de um gabinete de gerenciamento de crise para lidar com as consequências das ações.
A Procuradoria-Geral da República sustentou, em denúncia apresentada ao STF em fevereiro de 2025, que Bolsonaro tinha conhecimento do plano e concordou com ele. Essa conclusão integrou a acusação apresentada pela PGR, enquanto as responsabilidades individuais deveriam ser avaliadas no processo judicial.
