O posicionamento contrasta com a postura de Flávio Bolsonaro, que, após a divulgação do resultado no domingo (25), afirmou que não reconheceria a derrota e anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito. Na segunda-feira, o senador também declarou que vai solicitar a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin, alegando abuso de poder político e econômico.
Na nota, Valdemar Costa Neto afirmou que o partido reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas defendeu que sejam esclarecidos questionamentos relacionados à disputa. O dirigente citou, entre os pontos levantados pela legenda, o aumento dos gastos públicos com benefícios sociais às vésperas da votação.
Apesar das críticas, o presidente do PL declarou que a sigla continuará acompanhando os fatos e buscando respostas dentro de um debate democrático, com respeito às instituições. O documento também destacou a representação do partido no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.
Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 48,21%, uma diferença de mais de 4,4 milhões de votos. Com o reconhecimento oficial do PL, a direção nacional do partido adotou uma posição diferente da anunciada publicamente pelo próprio candidato derrotado.
