O Ministério Público de Alagoas (MPAL) protocolou recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça que autorizou a construção de edifícios de grande porte no Litoral Norte de Maceió. O caso voltou ao centro do debate nesta quarta-feira (15) e mobiliza ambientalistas, urbanistas e representantes do setor da construção civil.
Segundo o MPAL, a região abriga importantes remanescentes de Mata Atlântica, restingas e ecossistemas costeiros considerados essenciais para a preservação da biodiversidade. O órgão sustenta que a verticalização da área pode provocar impactos ambientais permanentes, alterar a paisagem natural e aumentar a pressão sobre a infraestrutura urbana.
No recurso apresentado à Justiça, os promotores defendem que estudos técnicos mais aprofundados sejam realizados antes da liberação definitiva de novos empreendimentos imobiliários.
Além da questão ambiental, especialistas apontam que a expansão urbana sem planejamento pode gerar problemas como sobrecarga do sistema viário, drenagem insuficiente e aumento do risco de erosão costeira.
Por outro lado, representantes do setor imobiliário afirmam que novos empreendimentos impulsionam a economia, geram empregos e fortalecem o mercado da construção civil em Alagoas.
A expectativa é que o Tribunal de Justiça analise o recurso nas próximas semanas, definindo os próximos passos do processo.
