A seleção brasileira sofreu muito, mas manteve o sonho do hexa vivo. O Brasil venceu o Japão de virada, por 2 a 1, hoje, em Houston, e agora está nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026.
Se Casemiro fez o primeiro gol, a vitória veio já aos 50 minutos do segundo tempo, com Martinelli, no fim dos acréscimos.
O time de Ancelotti agora aguarda o vencedor entre Costa do Marfim e Noruega, amanhã, para saber quem será o adversário na próxima fase do mata-mata.
O jogo do Brasil nas oitavas será no próximo domingo, às 17h (horário de Brasília).
O Brasil flertou com a tragédia em um primeiro tempo terrível, no qual tomou gol de Sano e se viu travado pela marcação forte do Japão.
Mas Casemiro, um dos que, junto de Danilo, deram bobeira no lance negativo da etapa inicial, abriu a reação e fez o primeiro gol do Brasil.
Depois, coube a Martinelli ser o herói da virada brasileira quando o duelo já estava com cara de prorrogação. Foi com drama, muito drama, mas a classificação veio.
O primeiro tempo problemático
A seleção japonesa estava paciente, abraçando o jargão “sabendo sofrer”, à espera do momento certo para dar o bote.
E a chance veio aos 29 minutos do primeiro tempo. O Brasil tentava uma saída pelo meio, mas Danilo errou o passe e desencadeou uma série de problemas defensivos do Brasil.
Casemiro não conseguiu reduzir o espaço ou fazer a falta em Sano. O volante do Brasil já estava amarelado e, para além desse lance, fez um jogo ruim no primeiro tempo.
Depois de Sano passar por Casemiro, a distância também não foi reduzida por Gabriel Magalhães. Aí, o chute foi no canto baixo direito de Alisson.
O Brasil entrou em colapso técnico e mental a partir de então. Erros de passe, trombadas entre jogadores, reclamações dentro do time por falta de movimentação no ataque puderam ser vistos em campo.
A reação pelo alto
Como Paquetá saiu para o intervalo reclamando de dores musculares na parte posterior da coxa esquerda, Ancelotti já voltou com Endrick para o início do segundo tempo.
Assim, o desenho passou a ser mais parecido o 4-2-4 com o qual o treinador trabalhou antes de chegar à Copa.
Preenchendo mais a área, o Brasil passou a recorrer a cruzamentos para pressionar. E chegou perto por duas vezes, antes mesmo dos dez minutos: a primeira, com Bruno Guimarães, que Suzuki voou para espalmar. A segunda, com uma cabeçada de Casemiro sendo salva em cima da linha pela zaga japonesa.
Mas foi um prenúncio. O caminho era mesmo pelo alto.
Aos 11 minutos, Gabriel Magalhães cruzou e achou Casemiro na área. Agora a cabeçada foi certeira, em uma redenção de um jogador que tinha ido tão mal na primeira etapa.
Os japoneses estavam atordoados, e Vini Jr. quase fez um golaço instantes depois. Suzuki deu um tapinha e bola caprichosamente tocou a trave.
Mais ajustes e virada
A mudança seguinte de Ancelotti foi sacar Matheus Cunha e apostar em Martinelli, um articulador que circulou mais pelo lado esquerdo, enquanto Endrick e Vini buscavam espaço na faixa central.
O Japão, por sua vez, trocou os alas na tentativa de revigorar marcação. O jogo deu uma estabilizada, mas em um cenário de posse do Brasil no campo de ataque, tentando achar espaços.
Com o aumento do sufoco do Brasil, Martinelli passou a atuar como se fosse um meia, frequentado mais a faixa central e buscando jogo. Vini Jr. passou a atuar mais aberto.
A torcida no estádio gritou por Neymar pela primeira vez aos 29 minutos do segundo tempo, mas o camisa 10 não saiu do banco.
Mas a troca seguinte de Ancelotti foi forçada, já aos 46 minutos do segundo tempo, quando Casemiro, com dores, deu lugar a Fabinho.
O jogo estava com cara de prorrogação até que apareceu a virada brasileira. Martinelli recebeu passe de Bruno Guimarães, já aos 50 minutos do segundo tempo. A batida no canto entrou com requintes de crueldade.
Um drama. Mas o Brasil está nas oitavas da Copa.
Por Uol
